quarta-feira, 18 de julho de 2012

13 bons motivos para votar em VALÉRIA MOZZER


Caros amigos:

Vocês não estão recebendo apenas a propaganda eleitoral de um candidato. Trata-se, na verdade, de uma comunicação direta com vocês. Para que tenham conhecimento de que, eu Valéria Mozzer penso e pretendo em relação à política. EU ACREDITO NUM PARATY MELHOR! 



13 BONS MOTIVOS PARA VOCÊ VOTAR EM VALÉRIA MOZZER PARA VEREADORA - 13277, PELO PT DE PARATY e Casé 13 prefeito.

1.    Fortalecimento de instrumentos da participação popular “orçamento participativo” gestão compartilhada com o povo que aponta e indica prioridades de obras, serviços, políticas e ações de governo;

2.    Criação da Coordenadoria da Mulher visando dar maior concretude às leis de proteção aos direitos da mulher e coordenar a elaboração e execução das políticas públicas nesse sentido;

3.    Como Funcionária Pública estará sempre em constante busca pela valorização do funcionalismo público;

4.    Trabalhar pela geração de emprego e renda através do incentivo a abertura e a permanência de pequeno negócio e do cooperativismo;

5.    Criação da Secretaria da Adolescência e Juventude,  estimulando à realização de oportunidades de ocupação para a juventude, visando seu aprimoramento intelectual, artístico e esportivo;

6.    Mais Creches, garantindo mais tranqüilidade para as famílias que trabalham e não tem onde deixar os filhos;

7.    Exercer o mandato de forma democrática e coerente, ouvindo a população e acatando suas decisões;

8.    Lutar pela criação do Centro de referência da mulher(Secretaria Especial da Mulher) e o Centro de Referência do Idoso;

9.    Inclusão Produtiva, os serviços de Inclusão Produtiva buscam a autonomia das famílias usuárias da Política de Assistência Social, através do incentivo à geração de trabalho e renda, promovendo ações de capacitação, instrumentalização para o trabalho e formação de grupos de produção;

10.  Implementação e monitoramento das políticas de saúde integral da mulher e implantação do programa da saúde do trabalhador;

11. Pelo reconhecimento da cultura caiçara, quilombola, indígena, como patrimônio municipal de Paraty;

12.  Fortalecimento da agricultura familiar;

13. Criação e Implantação do programa municipal de Educação ambiental;

Desde já agradeço o apoio
Valéria Mozzer
13 277

terça-feira, 10 de julho de 2012

A vez e a voz das mulheres!


Sei que se tornou difícil acreditar que podemos transformar a vida.
Sei que não só os políticos, mas as mais variadas lideranças sofrem de total falta de credibilidade por parte da grande maioria da população paratiense.
E não se podem censurar os que pensam assim.
Tenho absoluta consciência de que, em muitos casos, o povo foi traído. NA SUA CONFIANÇA, NA SUA INOCÊNCIA, NA SUA BOA FÉ.
Mas não é porque existem maus políticos que se deve desacreditar da política.
Os Vereadores eleitos em 07 de outubro terão uma responsabilidade sobre seus ombros como nunca antes aconteceu em toda a história política de Paraty.
O mandato é, afinal, uma procuração que o eleitor passa a quem o representará na CÂMARA, o que aumenta a responsabilidade do VEREADOR (A) e, também, de quem o elegeu. Os eleitores esperam que o VEREADOR (A) faça aquilo que fariam se estivessem em seu lugar, é para isso que foi eleito.
Mais do que em qualquer outra ocasião da história de Paraty, é indispensável que sejam escolhidos representantes comprometidos com a causa pública. O eleitor vota em alguém com a certeza de que será seu porta-voz, o seu advogado de defesa, enfim, seu legítimo representante na Câmara municipal.
Por isso, O Voto para Vereador (a), deve ser destinado somente aqueles que conhecem os problemas de sua cidade, do seu Bairro.
Muito mais ainda, para aqueles que têm um compromisso firme de lutar em busca de soluções para os problemas que afligem a população paratiense. É bom, é muito bom que a Câmara Municipal recupere o seu direito de também governar a cidade, pois representa a democratização do poder.
Cabe agora ao eleitor, elegendo mulheres certas, marcar com seu voto livre, a tarefa de transformar esta cidade, cada vez mais, numa cidade mais justa, onde todos possam viver com dignidade.
Por acreditar em tudo isto eu, ASSUMI A RESPONSABILIDADE DA MINHA CANDIDATURA.
Ajudai-me, dai-me a vossa mão, o vosso apoio e o vosso voto.
VALÉRIA MOZZER – 13.277
Eu, apoio Casé e Deco Minair
Uma administração moderna e competente.

domingo, 10 de junho de 2012

Mulheres serão destaque nos debates da Rio + 20

 “Quando uma mulher entra na política, muda a mulher, quando várias mulheres entram na política, muda-se a política”.
Michelle Bachelet

Os olhos do mundo estarão voltados para o Brasil do dia 20 ao 22 de junho, quando será realizada, no Rio de Janeiro, a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, denominada Rio+20. A previsão é de que chefes de Estado e representantes de 193 países participem da reunião. Desde o início do mês, inúmeros eventos paralelos estão acontecendo também no Rio de Janeiro. O objetivo é estabelecer uma plataforma de propostas a serem apresentadas pelo governo brasileiro durante a Conferência.

Diversos segmentos se mobilizaram para elaborar documentos para serem debatidos na Rio+20, entre eles as mulheres líderes nos setores público e privado. Pela primeira vez na história, “presidentas” e primeiras-ministras estarão reunidas para discutir ações concretas para a integração plena das mulheres às discussões sobre o desenvolvimento sustentável.

O grupo de mulheres considera uma oportunidade ímpar para que todos reflitam sobre os limites da terra e o futuro que queremos. Elas conseguiram fazer com que a temática de gênero fosse incluída nos debates sobre desenvolvimento sustentável na Rio+20.

As mulheres vão pleitear na Conferência, especialmente, o tratamento de temas relacionados a três eixos básicos. São eles: o combate à desigualdade de salários e de oportunidades e a violência contra a mulher; repensar a divisão sexual do trabalho, buscando melhores condições para a mulher; e incentivar o empoderamento feminino, especialmente a presença da mulher em posições de comando em todo o mundo.

No Brasil, há 97 milhões de mulheres, que representam 51% da população. Pelo menos 40% das famílias são chefiadas atualmente por mulheres. Há 10 anos, esse total não chegava a 25%, segundo dados oficiais da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.

O grupo partiu do dado de que são as mulheres que escolhem 70% das compras no Brasil, para basear as considerações sobre a importância de conscientizar o público feminino, por meio de campanhas publicitárias, a consumir da forma menos impactante possível para o meio ambiente.

“A Rio+20 é uma oportunidade para as mulheres do Brasil e do mundo debaterem suas prioridades com líderes políticos de todos os continentes. A participação das mulheres é essencial para alcançarmos o desenvolvimento sustentável, já que exercemos o papel de administradoras da casa, da família, das compras nos supermercados, dos produtos que devemos ou não consumir, só para citar alguns exemplos do nosso papel no comando da casa”, destaca a Procuradora Especial da Mulher da Câmara dos Deputados, Elcione Barbalho, que também participa do grupo “Mulheres pela Sustentabilidade”.

Grupo fomenta o empreendedorismo verde

O grupo foi criado no fim de 2011 com o objetivo de formular nacionalmente um conjunto de ações e programas para duas diferentes agendas: o papel das mulheres nos conselhos de administração das empresas; e o incentivo ao empreendedorismo verde e negócios sustentáveis com lideranças femininas.

A senadora e vice-presidente do Senado, Marta Suplicy (PT-SP), concorda que as mulheres exercem um papel fundamental para a sustentabilidade. Ela lembra que as mulheres têm um papel fundamental para manter o consumo sustentável, já que detêm o poder de compra e desempenham um papel importante na preservação do meio ambiente. “Somos nós, mulheres, que decidimos as compras. Estamos preparadas para atuar em tantos nichos, e este do consumo é fundamental”, avaliou.

Durante o encontro preparatório “Mulheres Rumo à Rio+20: A Sustentabilidade no Feminino”, realizado no início de junho, no Rio, mais de 200 mulheres líderes de todos os setores se reuniram para elaborar o documento “Plataforma 20”.

Participaram as ministras da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Eleonora Menicucci ,e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O grupo conta ainda com líderes corporativas, como a diretora de relacionamentos da empresa KPMG, Ieda Novaes; a presidente da Masisa no Brasil, Marisa Barroso; a diretora de Negócios Sustentáveis da Coca-Cola do Brasil, Cláudia Lorenzo; e a diretora de Sustentabilidade da Rede Walmart no Brasil, Camila Valverde, entre outras; além de lideranças acadêmicas, organizações não governamentais etc.

“As discussões e temas da Conferência Rio+20 se enquadram, para nós, nos marcos dos compromissos do governo brasileiro com a efetiva inclusão da perspectiva de gênero em todo o processo de sustentabilidade econômica, política, social e cultural. Nele, as mulheres rurais, indígenas, ribeirinhas, quilombolas, das florestas e negras são estruturantes”, lembrou a ministra Eleonora.

Na Declaração do Rio, assinada há 20 anos, em 1992, ficou reconhecido que as mulheres desempenham um papel vital no gerenciamento e no desenvolvimento ambiental. O grupo “Mulheres pela Sustentabilidade” vai intensificar as decisões sobre o documento e inserir a temática do empoderamento das mulheres nos debates sobre desenvolvimento sustentável.

Na Rio 92, a presença feminina foi marcada pelo Planeta Fêmea, um espaço no Fórum Global de ONG’s que organizou painéis sobre temas diversos. A escritora Júnia Puglia, ex-executiva da ONU Mulheres, que esteve presente na Rio 92, conta que na época não havia espaço oficial para o tratamento das questões de gênero na plenária oficial da Conferência.

“A voz feminina não era reconhecida e apenas depois de muitas negociações internas conseguimos um espaço. Por outro lado, no Planeta Fêmea do Fórum Global, a movimentação feminina foi muito marcante. Lembro de ter conversado com mulheres de aldeias no interior da Índia que nunca haviam saído dos seus vilarejos e estavam lá para apresentar suas agendas”, contou Júnia.

O Planeta Fêmea foi importante para a afirmação do movimento feminista. A visão das mulheres foi traduzida em mais de 90 recomendações específicas contidas na Agenda 21. Um de seus capítulos congrega um conjunto de recomendações, mecanismos e metas para integrar as mulheres e a questão de gênero em todos os níveis de governo e nas atividades correlatas de todas as agências da ONU.

Vinte anos depois, as mulheres vão ter papel fundamental na Conferência. Mais de 80 atividades oficiais e paralelas relacionando os temas desenvolvimento sustentável e as mulheres estão previstas para ocorrer durante a Rio+20. Essa é a estimativa da Secretaria de Políticas para Mulheres.

Participação feminina é fundamental

Nos dias 19 e 21 de junho ocorrerá no calendário oficial da Rio+20 o Fórum de Mulheres Líderes pela Igualdade de Gênero “O Empoderamento das Mulheres e o Desenvolvimento Sustentável”. O evento será realizado pelo Governo brasileiro, com organização da SPM e da ONU Mulheres. O encerramento do fórum será a “Cúpula de Mulheres Chefes de Estado pelo Futuro que as Mulheres Querem”, no dia 21 de junho.

Além da presidente Dilma Rousseff, já confirmaram presença Cristina Kirchner (Argentina), Laura Chinchilla (Costa Rica), Dalia Grybauskaite (Lituânia), Ellen Johnson-Sirleaf (Libéria), Kamla Persad-Bissessar (Trinidad e Tobago) e Helle Thorning-Schmidt (Dinamarca). Michele Bachelet, ex-chefe de estado do Chile e Diretora Executiva da ONU Mulheres, também estará presente.

Estarão presentes líderes e especialistas de governos, organizações da sociedade civil, da academia e do setor privado. Suas discussões reafirmarão a centralidade e as interligações da igualdade de gênero e do empoderamento das mulheres com o desenvolvimento sustentável.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, classificou a participação da mulher como fundamental na definição de políticas para a área. “A Rio+20 é uma conferência de partida, para que possamos olhar e trabalhar para um futuro melhor. A mulher tem papel central nesse processo”, acredita.

A mobilização feminina é lembrada pela ministra em episódios como a Marcha das Margaridas, que anualmente reúne milhares de trabalhadoras rurais de todo o país em Brasília, para apresentar reivindicações ao governo federal. “É um exemplo inesquecível e demonstra que é possível avançar por meio do engajamento das mulheres”, afirmou Izabella Teixeira.

De acordo com a ministra, o Ministério do Meio Ambiente é o segundo órgão federal com maior número de iniciativas e projetos voltados para as mulheres, atrás somente da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, da Presidência da República.

(Diário do Pará)

terça-feira, 5 de junho de 2012

Dia 05 de junho "Dia do meio ambiente"



A criação da data foi em 1972, em virtude de um encontro promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas), a fim de tratar de assuntos ambientais, que englobam o planeta, mais conhecido como conferência das Nações Unidas.

A conferência reuniu 113 países, além de 250 organizações não governamentais, em que a pauta principal abordava a degradação que o homem tem causado ao meio ambiente e os riscos para sua sobrevivência, de tal modo que a diversidade biológica deveria ser preservada acima de qualquer possibilidade.

Nessa reunião, criaram-se vários documentos relacionados às questões ambientais, bem como um plano para traçar as ações da humanidade e dos governantes diante do problema.

A importância da data está relacionada às discussões que se abrem sobre a poluição do ar, do solo e da água; desmatamento; diminuição da biodiversidade e da água potável ao consumo humano, destruição da camada de ozônio, destruição das espécies vegetais e das florestas, extinção de animais, dentre outros.

A partir de 1974, o Brasil iniciou um trabalho de preservação ambiental, através da Secretaria Especial do Meio Ambiente, para levar à população informações acerca das responsabilidades de cada um diante da natureza.

Mas em face da vida moderna, os prejuízos ainda estão maiores. Uma enorme quantidade de lixos é descartada todos os dias, como sacos, copos e garrafas de plástico, latas de alumínio, vidros em geral, papéis e papelões, causando a destruição da natureza e a morte de várias espécies de animais.

A política de reaproveitamento do lixo ainda é muito fraca, em várias localidades ainda não há coleta seletiva; o que aumenta a poluição, pois vários tipos de lixos tóxicos, como pilhas e baterias são descartados de qualquer forma, levando a absorção dos mesmos pelo solo e a contaminação dos lençóis subterrâneos de água.

É importante que a população seja conscientizada dos males causados pela poluição do meio ambiente, assim como de políticas que revertam tal situação.

E cada um pode cumprir com o seu papel de cidadão, não jogando lixo nas ruas, usando menos produtos descartáveis e evitando sair de carro todos os dias. Se cada um fizer a sua parte, o mundo será transformado e as gerações futuras viverão sem riscos.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia

sexta-feira, 25 de maio de 2012

28 de Maio Dia Internacional de Ação pela Saúde das Mulheres e Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna


28 de Maio, além de ser o Dia Internacional de Ação pela Saúde das Mulheres, está integrado ao calendário brasileiro como o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. Uma pauta que a Rede Nacional Feminista de Saúde, Direito Sexuais e Direitos Reprodutivos – RFS - considera de vital importância e que exige intensa mobilização de todos os setores na exigência de políticas públicas de saúde efetiva às mulheres. 

A data é fruto da ação de mais de duas décadas do movimento pela saúde das mulheres e feministas que decidiu ter um dia de ação mundial para tornar visível um fenômeno - a mortalidade materna - considerado banal nas sociedades cuja cultura naturaliza a entrega da vida das mulheres em nome da maternidade.
 
Estatísticas revelam que o número de mortes de mães é alto e a situação é preocupante principalmente entre as mulheres negras e das regiões Norte e Nordeste. O coeficiente, no entanto, não fornece a real dimensão desta tragédia que destroça inúmeras famílias brasileiras e, isto acontece por ser, ainda, baixa a declaração de morte materna no atestado de óbito.

Compromissada, através da adesão de suas filiadas, a RFS tem sensibilizado o setor saúde, profissionais, trabalhadores, ativistas e gestores atuantes no controle social bem como profissionais de comunicação e parlamentares para demonstrar que:

A morte materna é um grave problema de saúde pública;

A morte materna tem responsáveis;

Este fenômeno se relaciona não só com a qualidade técnica das políticas ofertadas em pré-natal, parto e puerpério, mas evidencia as desigualdades sociais, de gênero e raça;

O cerceamento da cidadania proposto pela legislação restritiva ao livre exercício da sexualidade e reprodução induz à gestação forçada e indesejada, constituindo-se numa violação aos direitos humanos;

Segundo o Ministério da Saúde, as complicações em decorrência do aborto são responsáveis por 11% a 13% das cercas de 1.650 óbitos maternos registrados anualmente no País. O aborto induzido é a quarta causa da mortalidade materna, superada pela hipertensão arterial, hemorragias e infecções pós-parto, mas em algumas capitais como Salvador, o problema é a principal causa da mortalidade materna. 

(Fonte: Agência Brasil – Relatório reafirma necessidade de planejamento familiar e acesso a contraceptivos – 01.05.2008).

domingo, 29 de abril de 2012

Corrida em comemoração do aniversário da cidade de Caraguatatuba

Valéria participou (hoje) 29 de abril da corrida que fez parte das comemorações dos 155 anos da cidade de Caraguatatuba. Subindo ao pódio para receber a medalha de 3° lugar, representando Paraty e mostrando a garra da mulher paratiense.

 Recebendo a medalha de 3° lugar em sua categoria





segunda-feira, 16 de abril de 2012

Sim, a mulher pode!


Íntegra do primeiro pronunciamento da presidente eleita, Dilma Rousseff.

dilma-rousseff"Primeiro, eu queria agradecer aos que estão aqui presentes nesta noite, para mim uma noite, vocês imaginam, completamente especial.Mas eu queria me dirigir a todos os brasileiros e as brasileiras, meus amigos e as minhas amigas de todo o Brasil. É uma imensa alegria estar aqui hoje. Eu recebi de milhões de brasileiros e de brasileiras a missão, talvez a missão mais importante da minha vida.E esse fato, para além da minha pessoa, é uma demonstração do avanço democrático do nosso país, porque pela primeira vez uma mulher presidirá o Brasil. Já registro, portanto, o meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras para que esse fato até hoje inédito se transforme num evento natural e que ele possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis e nas entidades representativas de toda a nossa sociedade. A igualdade de oportunidades entre homens e mulheres é um princípio essencial da democracia.Eu gostaria muito que os pais e as mães das meninas pudessem olhar hoje nos olhos delas e dizer: ‘Sim, a mulher pode’. A minha alegria é ainda maior pelo fato que a presença de uma mulher na Presidência da República se dá pelo caminho sagrado do voto, da decisão democrática do eleitor, do exercício mais elevado da cidadania.
Por isso, registro aqui outro compromisso com meu país. Valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais, básicos, da alimentação, do emprego, da renda, da moradia digna e da paz social.

Eu vou zelar pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa, vou zelar pela mais ampla liberdade religiosa e de culto, vou zelar pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados na nossa própria Constituição. Zelarei, enfim, pela nossa Constituição, dever maior da Presidência da República. Nessa longa jornada que me trouxe até aqui, pude falar e visitar todas as nossas regiões.

O que mais me deu confiança e esperança, ao mesmo tempo, foi a capacidade imensa do nosso povo de agarrar uma oportunidade, por menor que seja, por mais singela que seja, e com ela construir um mundo melhor para si e para sua família. É simplesmente incrível a capacidade de criar e de empreender do nosso povo.

Por isso, reforço aqui meu compromisso fundamental que eu mantive e reiterei ao longo dessa campanha: a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e para todas as brasileiras. Ressalto, entretanto, que esta ambiciosa meta não será realizada apenas pela vontade do governo. Ela é importante, mas essa meta é um chamado à nação, aos empresários, aos trabalhadores, às igrejas, às entidades civis, às universidades, à imprensa, aos governadores, prefeitos e a todas as pessoas de bem do nosso país.

Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome, enquanto houver famílias morando nas ruas, enquanto crianças pobres estiverem abandonadas à sua própria sorte, e enquanto reinar o crack e as cracolândias. A erradicação da miséria nos próximos anos é assim uma meta que assumo, mas para a qual peço humildemente o apoio de todos, que possam ajudar o país no trabalho de superar esse abismo que ainda nos separa de ser uma nação desenvolvida.

O Brasil é uma terra generosa e sempre devolverá em dobro cada semente que for plantada com mão amorosa e o olhar para o futuro. Minha convicção de assumir a meta de erradicar a miséria vem não de uma certeza teórica, mas da experiência viva do nosso governo, do governo do presidente Lula, no qual uma imensa mobilidade social se realizou, tornando hoje possível um sonho que sempre pareceu impossível.

Reconheço, eu e meu vice, Michel Temer, hoje eleito, reconhecemos que teremos um duro trabalho para qualificar o nosso desenvolvimento econômico. Essa nova era de prosperidade criada pela genialidade do nosso presidente e pela força do povo brasileiro e de nossos empreendedores e trabalhadores encontra seu momento de maior potencial numa época em que a economia das grandes nações se encontra abalada.

No curto prazo, não contaremos com a pujança das economias desenvolvidas para impulsionar nosso crescimento. Por isso, se tornam ainda mais importantes nossas próprias políticas, nosso próprio mercado, nossa própria poupança e nossas próprias decisões econômicas.

Eu estou longe de dizer com isso que pretendemos fechar o país ao mundo, muito ao contrário. Continuaremos propugnando pela ampla abertura das relações comerciais, pelo fim do protencionismo dos países ricos, que impede as nações pobres de realizar plenamente suas vocações, propugnando contra a guerra cambial que ocorre hoje no mundo. Mas é preciso reconhecer que teremos grandes responsabilidades num mundo que enfrenta ainda os desafios e os efeitos de uma crise financeira de grandes proporções e que se socorre de mecanismos nem sempre adequados, nem sempre equilibrados para a retomada do crescimento.

É preciso no plano multilateral estabelecer regras muito mais claras e mais cuidadosas para a retomada dos mercados de financiamento, limitando a alavancagem e a especulação desmedida, que aumentam a volatilidade dos capitais e das moedas. Atuaremos firmemente nos fóruns internacionais com este objetivo.

Cuidaremos de nossa economia com toda a responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável. Por isso, faremos todos os esforços pela melhoria da qualidade do gasto público, pela simplificação e atenuação da tributação. E pela qualificação dos serviços públicos.

Mas, recusamos as visões de ajuste que recaem sobre programas sociais, serviços essenciais à população e os necessários investimentos para o bem do país. Sim, vamos buscar o desenvolvimento de longo prazo a taxas elevadas social e ambientalmente sustentáveis.

Para isso, zelaremos pela nossa poupança pública, zelaremos pela meritocracia no funcionalismo e pela excelência do serviço público, zelaremos pelo aperfeiçoamento de todos os mecanismos que liberem a capacidade empreendedora de nosso empresariado e de nosso povo.

Valorizarei o microempreendedor individual para formalizar milhões de negócios individuais ou familiares. Ampliarei os limites do super simples e construirei modernos mecanismos de aperfeiçoamento econômico, como fez nosso governo, o governo do presidente Lula na construção civil, no setor elétrico, na lei de recuperação de empresas, entre vários outros.

As agências reguladoras terão todo o respaldo para atuar com determinação e autonomia voltadas para a promoção da inovação, da saudável concorrência e da efetividade do controle dos setores regulados. Apresentaremos sempre com clareza nossos planos de ação governamental.

Levaremos ao debate público as grandes questões nacionais e trataremos sempre com transparência nossas metas, nossos resultados, nossas dificuldades. Mas, acima de tudo, quero reafirmar nosso compromisso com a estabilidade da economia e das regras econômicas, dos contratos firmados e das conquistas estabelecidas.

Trataremos os recursos provenientes de nossas riquezas naturais sempre com pensamento de longo prazo. Por isso, trabalharei no Congresso pela aprovação do fundo social do pré-sal e do marco regulatório do modelo de partilha do pré-sal. Por meio deles, iremos realizar muitos de nossos objetivos sociais. Recusaremos o gasto efêmero que deixa para as futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança.

O fundo social do pré-sal é um mecanismo de poupança de longo prazo, para apoiar as atuais e as futuras gerações. Ele é o mais importante fruto do novo do modelo que propusemos, o modelo de partilha, para a exploração do pré-sal que reserva à nação e ao povo deste país a parcela mais importante dessas riquezas. Definitivamente não alienaremos nossas riquezas para deixar ao nosso povo só as migalhas.

Me comprometi nesta campanha com a qualificação também da educação e dos serviços de saúde. Me comprometi com a melhoria da segurança pública, com o combate às drogas que infelicitam nossas famílias e comprometem nossas crianças e nossos jovens. Reafirmo aqui esses compromissos. Nomearei ministros e equipe de primeira qualidade para realizar esses objetivos. Mas, acompanharei também, pessoalmente, essas áreas capitais para o desenvolvimento do país.

A visão moderna do desenvolvimento econômico é aquela que valoriza o trabalhador e sua família, o cidadão e sua comunidade, oferecendo acesso à educação e saúde de qualidade. É aquela que convive com o meio ambiente sem agredi-lo. E sem criar passivos maiores que as conquistas do próprio desenvolvimento. Não pretendo me estender aqui neste primeiro pronunciamento ao país, mas quero registrar que todos os compromissos que assumi vou perseguir de forma dedicada e carinhosa.

Disse na campanha que os mais necessitados, as crianças, os jovens, as pessoas com deficiência, o trabalhador desempregado, o idoso, teriam toda a minha atenção. Reafirmo aqui este compromisso. Eu e o Michel Temer fomos eleitos por uma coligação de dez partidos e com o apoio de lideranças de outros vários partidos. Vou com eles construir um governo onde a capacidade profissional, a liderança e a disposição de servir ao país será o critério fundamental. Vou valorizar os quadros profissionais da administração pública, independentemente de filiação partidária.

Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte, não haverá discriminação, privilégios ou compadrio. A partir da minha posse, serei presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de orientação política.

Nosso país precisa ainda melhorar a conduta e a qualidade da política. Quero empenhar, junto com todos os partidos, por uma reforma política, que eleve os valores republicanos, avançando e fazendo avançar nossa jovem democracia. Ao mesmo tempo, afirmo com clareza que valorizarei a transparência na administração pública. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito.

Serei rígida na defesa do interesse público em todos os níveis de meu governo. Os órgãos de controle e de fiscalização trabalharão com meu respaldo sem jamais perseguir adversários ou proteger amigos.

Deixei para o final os meus agradecimentos, pois quero destacá-los, quero dar a eles muita ênfase.

Primeiro, o meu agradecimento ao povo brasileiro, que me dedicou seu apoio. Serei eternamente grata pela oportunidade única de servir ao meu país no seu mais alto posto. Prometo devolver em dobro todo o carinho recebido em todos os lugares, em todas as regiões por que passei. Nenhuma região do meu país ficará para trás ou será menosprezada ou considerada de segunda categoria.

Mas agradeço respeitosamente também todos aqueles que votaram no primeiro e no segundo turno em outros candidatos ou candidatas. Eles também fizeram valer a festa da democracia e a eles também meus agradecimentos.

Agradeço às lideranças partidárias, que inclusive muitas delas estão aqui hoje. Que me apoiaram e comandaram esta jornada. Meus assessores, minhas equipes de trabalho e todos os que dedicaram meses inteiros a esse árduo trabalho.

Agradeço à imprensa brasileira e estrangeira que aqui atua e a cada um dos seus profissionais pela cobertura do processo eleitoral. Não nego a vocês que por vezes algumas das coisas difundidas me deixaram tristes, mas quem como eu lutou pela democracia e pelo direito de livre opinião arriscando a vida, quem como eu e tantos outros que não estão mais entre nós, dedicamos toda a nossa juventude ao direito de expressão, nós somos naturalmente amantes da liberdade. Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras. As críticas do jornalismo livre ajudam ao país e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório.

Agradeço muito especialmente e com emoção ao presidente Lula. Ter a honra de seu apoio, ter o privilégio de sua convivência, ter aprendido com sua imensa sabedoria são coisas que se guarda para a vida toda. Conviver durante todos esses anos com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu país e por sua gente. A alegria que eu sinto hoje pela minha vitória se mistura com a emoção de sua despedida. Sei que um líder como Lula nunca estará longe de seu povo, de cada um de nós. Baterei muito à sua porta e tenho certeza e confiança que a encontrarei sempre aberta. Sei que a distância de um cargo nada significa para um homem de tamanha grandeza e generosidade.

A tarefa de sucedê-lo é difícil e desafiadora, mas saberei honrar este legado. Saberei consolidar e avançar sua obra, aprendi com ele que quando se governa pensando no interesse público e nos mais necessitados, uma imensa força brota do povo e nos ajuda a governar. Uma força que leva o país pra frente e ajuda a vencer os maiores desafios.

Passada a eleição, agora, nós sabemos, é hora de trabalho. Passado o debate de projetos, agora é hora da união. União pela educação, união pelo desenvolvimento, união pelo país. Junto comigo, foram eleitos novos governadores, novos senadores, novos deputados federais. Ao parabenizá-los e a todos os deputados estaduais também eleitos no primeiro turno, convido a todos, independentemente de cor partidária, para uma ação determinada e para uma ação efetiva, para uma ação enérgica em prol do futuro de nosso país. Sempre com a convicção de que a nação brasileira será exatamente do tamanho, será exatamente com a grandeza daquilo que juntos nós todos fizermos por ela.

Um abraço a cada um, meus amigos e minhas amigas.